quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Texto roubado da Maria Eduarda Alves, mas é tão eu...

Eu não quero estar nas capas de revistas, não quero ter meu nome estampado em todos os lugares, não quero aparecer na televisão, não quero toda a riqueza do mundo, não quero só o luxo, não quero que se realizem todos os desejos fúteis de uma vida idealizada.
Tenho sim minha vida idealizada com diversos desejos considerados fúteis, mas, além disso, tenho os princípios dos quais fui educada a ter. Tenho o desejo de ter uma profissão e de ser bem sucedida no que quer que eu faça, sonho com uma família bem formada, com muitas farras em uma juventude recheada de histórias pra contar, várias viagens e incontáveis amigos pra guardar por toda uma vida.
No entanto, só isso não me basta. Não é suficiente pra mim passar por essa vida sem deixar nenhum legado, não digo legado escrito em alguma matéria científica e muito menos mal formada em alguma revista de fofoca. Digo o legado que se deixa nas pessoas após a morte, aquela lembrança boa de alguém que faz falta.
Quero inspirar as pessoas em vida por ser quem sou, sem forçar a barra, sem me inventar de outras formas para agradar ninguém, quero ser lembrada por quem eu realmente sou. Quero inspirar as pessoas até mesmo depois de morta, se nenhum dos meus planos der certo, ao menos sei que deixei algo de grande valia. Sei que deixei a mim.
É estranho pensar sobre isso, mas faz todo o sentido (ao menos pra mim), digo, querer não somente as riquezas capitalistas, querer mais que isso, eu sou mais que isso! Eu sou o sorriso aberto, sou as dobrinhas acima do nariz, sou o tropeço de todos os dias, sou a gargalhada presa na garganta, sou a discussão sobre tudo, sou os argumentos que uso, sou os conselhos que dou, sou tudo o que faço, e tudo o que faço faz-me ser quem sou.
E quando eu me for, é isso que quero deixar. É sobre isso que quero que lembrem, não quero que lembrem de mim pelo que eu tive, quero ser lembrada por quem eu fui, pelas atitudes que tomei, pelas piadas que contei. E quero inspirar pessoas, quero que alguém olhe pra mim e pense “Eu queria ter esse gingado”, “Eu queria ter essa força”, “Por causa dessa pessoa hoje sou quem sou”.
Deixo aqui meus argumentos fundamentados em uma tarde chuvosa, para que todos tentem -de alguma forma- inspirar outra pessoa a ser aquilo que elas querem ser. Deixo aqui um pedido para que sejamos aquilo que somos, e não aquilo que querem. Porque no fim, a única coisa que resta é aquilo que somos, e ahhh... Como é bom sermos nós mesmos!

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