Eu não quero
estar nas capas de revistas, não quero ter meu nome estampado em todos
os lugares, não quero aparecer na televisão, não quero toda a riqueza do
mundo, não quero só o luxo, não quero que se realizem todos os desejos
fúteis de uma vida idealizada.
Tenho sim minha
vida idealizada com diversos desejos considerados fúteis, mas, além
disso, tenho os princípios dos quais fui educada a ter. Tenho o desejo
de ter uma profissão e de ser bem sucedida no que quer que eu faça,
sonho com uma família bem formada, com muitas farras em uma juventude
recheada de histórias pra contar, várias viagens e incontáveis amigos
pra guardar por toda uma vida.
No entanto, só
isso não me basta. Não é suficiente pra mim passar por essa vida sem
deixar nenhum legado, não digo legado escrito em alguma matéria
científica e muito menos mal formada em alguma revista de fofoca. Digo o
legado que se deixa nas pessoas após a morte, aquela lembrança boa de
alguém que faz falta.
Quero inspirar
as pessoas em vida por ser quem sou, sem forçar a barra, sem me inventar
de outras formas para agradar ninguém, quero ser lembrada por quem eu
realmente sou. Quero inspirar as pessoas até mesmo depois de morta, se
nenhum dos meus planos der certo, ao menos sei que deixei algo de grande
valia. Sei que deixei a mim.
É estranho
pensar sobre isso, mas faz todo o sentido (ao menos pra mim), digo,
querer não somente as riquezas capitalistas, querer mais que isso, eu
sou mais que isso! Eu sou o sorriso aberto, sou as dobrinhas acima do
nariz, sou o tropeço de todos os dias, sou a gargalhada presa na
garganta, sou a discussão sobre tudo, sou os argumentos que uso, sou os
conselhos que dou, sou tudo o que faço, e tudo o que faço faz-me ser
quem sou.
E quando eu me
for, é isso que quero deixar. É sobre isso que quero que lembrem, não
quero que lembrem de mim pelo que eu tive, quero ser lembrada por quem
eu fui, pelas atitudes que tomei, pelas piadas que contei. E quero
inspirar pessoas, quero que alguém olhe pra mim e pense “Eu queria ter
esse gingado”, “Eu queria ter essa força”, “Por causa dessa pessoa hoje
sou quem sou”.
Deixo aqui meus
argumentos fundamentados em uma tarde chuvosa, para que todos tentem
-de alguma forma- inspirar outra pessoa a ser aquilo que elas querem
ser. Deixo aqui um pedido para que sejamos aquilo que somos, e não
aquilo que querem. Porque no fim, a única coisa que resta é aquilo que
somos, e ahhh... Como é bom sermos nós mesmos!
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